Mulheres grávidas com excesso de peso correm risco de complicações na primeira gravidez

Por: em 19 de junho de 2013 - comente

Mulheres grávidas com excesso de peso correm riscos de problemas de saúde e complicações na primeira gravidez, mostra estudo de cientistas britânicos. As mulheres obesas que participaram da pesquisa, apresentaram índices mais altos de pré-eclampsia (doença caracterizada por pressão arterial elevada e eliminação de proteína pela urina), de nascimentos com peso abaixo do estabelecido e partos prematuros. Os pesquisadores do King College, em Londres, analisaram dados sobre a primeira gravidez de 385 mulheres obesas e colheram amostras de sangue de 208 das mulheres para análises.

A entidade beneficente britânica Tommy´s que foi responsável pela solicitação do estudo. E este foi divulgado na publicação científica American Journal of Obstetrics and Gynaecology. A entidade destaca, ainda, que estudos anteriores já indicaram ligações entre excesso de peso durante a gravidez e riscos de maiores complicações. Porém, o presente estudo teve como principal objetivo verificar se mulheres obesas em sua primeira gestação são imunes a complicações.

Os estudos mostraram também, que as mulheres com excesso de peso tiveram duas vezes mais chance de ter um bebê com peso abaixo da média (ou seja, um total de 18,8% dos bebês das mulheres obesas pesava menos do que 2,5kg ao nascer). Enquanto o índice de partos com bebês abaixo da média em mulheres com peso padrão é aproximadamente 10%.

E, ainda,entre as mulheres obesas estudadas o índice de bebês considerados acima do peso foi de 13,4% comparado com apenas 10% dos recém nascidos de mulheres com peso considerado normal.

E os índices da  pré eclampsia foram bem altos, com 11,7% de mulheres  com excesso de peso desenvolvendo o problema em sua primeira gestação. Em desnível com 6% na população obesa na segunda gravidez ou após várias gestações a apenas 2% na população de peso padrão. O risco de pré-eclâmpia aumentou proporcionalmente ao ganho de peso durante a gravidez. Dentre as mulheres estudadas, o índice de nascimento prematuro foi 11,9%.

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